Fotografia mostra diversas pessoas posando para foto em frente ao prédio do CIAR

CIAR e cursos EaD da UFG recebem visita de comitiva científica de Moçambique

Representantes do CNAQ conheceram as instalações e o trabalho da UFG na modalidade a distância

Fotografia mostra diversas pessoas posando para foto em frente ao prédio do CIAR

Fotos: Amanda  e Wagner Bandeira - CIAR/UFG
Texto: Raniê Solarevisky - CIAR/UFG

O CIAR recebeu, nos últimos dias 5 e 6, a visita de uma comitiva científica de Moçambique. O grupo do Conselho Nacional de Avaliação de Qualidade do Ensino Superior (CNAQ) de Moçambique foi composto por Fátima Fernando Chade Maquil, técnica gestora de processos externos; Simioni África, gestor de procedimentos; e Maria Luísa Chicote Agibo, presidente do CNAQ. O diretor do CIAR, Wagner Bandeira, e a coordenadora de publicação do órgão, Ana Bandeira, recepcionaram os convidados, mostraram as instalações do prédio e apresentaram alguns dos projetos e produtos desenvolvidos nos últimos anos.

O CNAQ é o órgão do governo moçambicano com atribuições semelhantes às da CAPES no Brasil. De acordo com o site do CNAQ, o órgão é responsável por promover "a avaliação e acreditação de cursos, programas e das IES como mecanismos de garantia da qualidade face às necessidades de desenvolvimento do país e em consonância com os padrões de qualidade do ensino superior na região e no mundo".

Fotografia mostra prof. Wagner Bandeira em palestra
O diretor do CIAR, Wagner Bandeira, em apresentação para a comitiva de Moçambique.
Foto: Amanda Ramos - CIAR/UFG

 

O diretor do CIAR descreveu parte do trabalho realizado pela equipe do órgão, sintetizando os processos de montagens de sala e capacitação Moodle, realização de processos seletivos, produção de materiais didáticos e peças audiovisuais, atualizações e segurança de redes e sistemas.

Também mostrou aos presentes algumas das atribuições do órgão, destacando a elaboração de uma Política de EaD para a UFG, pensada a partir de documentos como um relatório confeccionado em parceria com as unidades acadêmicas da UFG, apresentado em evento realizado pela Pró-Reitoria de Graduação da universidade. O documento reúne um diagnóstico da modalidade a distância na UFG e também relaciona uma série de propostas para a EaD na instituição, entre as quais está a de suprimir a figura do tutor nos cursos a distância custeados com recursos próprios da universidade.

Fotografia mostra comitiva de Moçambique no CIAR.
Da esq. para a direita, Maria Luísa Chicote (presidente CNAQ), Fátima Fernando
(gerente processos externos do CNAQ) e Simioni África (gerente de procedimentos do CNAQ).
Foto: Amanda Ramos - CIAR/UFG 

 

De acordo com o Prof. Wagner, no programa Universidade Aberta do Brasil (UAB), que fomenta a oferta dos cursos de graduação em Biblioteconomia e Matemática EaD na UFG, é obrigatório que a equipe de qualquer formação possua tutores em seus quadros, selecionados por meio de processo seletivo específico. Segundo o diretor, os tutores têm exercido e continuam a cumprir um papel essencial na oferta de cursos EaD, mas a decisão de não prever vagas para tutoria nos cursos financiados pela própria universidade evita um quadro de precarização do trabalho docente, ao mesmo tempo que garante a atenção devida dos professores para turmas menores, com uma quantidade menor de estudantes. 

Para a presidente do CNAQ, Maria Luísa Chicote Agibo, boa parte da fama negativa de cursos a distância pode ser associada a práticas escusas de algumas faculdades privadas. Nessas, a opção seria pela maximização dos lucros em sacrifício da qualidade dos cursos oferecidos, já que não há investimento na qualificação do corpo docente, por exemplo. "Acho inovador essa proposta de vocês, em que ao invés de um tutor mal formado para 2 mil alunos, tem-se um professor de formação adequada para uma turma menor. É uma inovação que busca qualidade", observou.

Fotografia mostra presidente do CNAQ de Moçambique
A presidente do CNAQ de Moçambique, Maria Luísa Chicote Agibo. Foto: Amanda Ramos.

 

Questionado sobre as iniciativas de mobilidade em EaD, o diretor do CIAR explicou que esse assunto será endereçado pela gestão superior da universidade, já que é considerado importante e estratégico. Para o professor, há desejo da UFG em oferecer oportunidades nesse sentido, mas com cautela para coibir abusos, como a caracterização de cursos livres oferecidos por instituições estrangeiras como "mobilidade EaD".

Após a apresentação, no turno vespertino, os gestores conheceram os processos de produção dos materiais e receberam kits de produtos gerados pelo CIAR em parceria com professores e profissionais dos projetos atendidos pelo órgão.

Fotografia mostra comitiva de Moçambique em visita à Faculdade de Informação e Comunicação
Comitiva em visita à Faculdade de Informação e Comunicação. Foto: Wagner Bandeira - CIAR/UFG.

 

O grupo também visitou os prédios da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC), responsável pela oferta do bacharelado EaD em Biblioteconomia, e da Faculdade de Artes Visuais (FAV), unidade que coordena a Especialização EaD em Ensino de Artes Visuais: Abordagens Metodológicas e Processos de Criação e também a Especialização EaD em Poéticas Visuais Contemporâneas e Práticas de Mediação na Educação Básica.

Antes de conhecer o CIAR e os prédios das outras unidades, o grupo também visitou o Parque Tecnológico da UFG, após recepção por Pró-Reitores e outras autoridades no prédio da Reitoria da UFG.

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